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Movimentos sociais e sindicais ocupam Ministério de Minas e Energia em Brasília

 

 
 

Eles exigem a imediata suspensão do leilão do Campo de Libra, previsto para o dia 21; em setembro, carta foi entregue à presidenta, mas não houve retorno

17/10/2013

 

 

 

do MAB

 

Cerca de mil integrantes dos movimentos sociais da Via Campesina e da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia ocuparam a sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília (DF), nesta quinta-feira (17). Eles exigem a imediata suspensão do leilão do Campo de Libra, previsto para acontecer no dia 21.

No último dia 20 de setembro, mais de 90 movimentos sociais e sindicais entregaram uma carta à presidenta Dilma pedindo uma audiência e a suspensão do leilão, mas não receberam nenhuma resposta até o momento.

Nesta quinta-feira, as mobilizações dos movimentos sociais estão ocorrendo em grande parte dos estados brasileiros pedindo o cancelamento do leilão e os petroleiros também iniciaram uma greve por tempo indeterminado.

As mobilizações e greves acontecem porque as organizações e os trabalhadores consideram que o leilão de libra representará a privatização de uma área estratégica de petróleo. “Por isso, a luta contra o leilão de libra é a luta em defesa da soberania do povo brasileiro”, afirmou Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do MAB.

 

Bloqueio do acesso à UHE Santo Antônio

Desde a madrugada desta quinta-feira (17), cerca de 350 famílias atingidas pelas usinas hidrelétricas de Santo Antônio, Jirau e Samuel, em Rondônia, bloquearam as duas entradas de acesso da usina, na Estrada do Santo Antônio e na BR 364, no sentido Jaci-Paraná. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas dos Trabalhadores, que em Rondônia reivindica os direitos das populações atingidas por barragens e o cancelamento do leilão do campo de Libra.

Assim como em Rondônia, em todo o país as famílias atingidas por barragens estão mobilizadas pela instituição da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB). “Aqui em Rondônia queremos que os direitos dos atingidos sejam garantidos. Tem mil famílias que há mais de 30 anos esperam pelo reassentamento, como no caso dos atingidos por Samuel. Queremos também que os pescadores, remanejados e demais atingidos pelas barragens de Santo Antônio e Jirau tenham suas condições de sustento e geração de renda reestabelecidas pelas empresas construtoras das barragens”, disse Océlio Muniz, da coordenação do MAB. As famílias que o coordenador se refere já são cadastradas no Incra, mas até agora não foram reassentadas.

Os atingidos também são contra o aumento da cota do reservatório da usina de Santo Antônio. Eles argumentam que mais famílias nas comunidades de Joana D’Arc, Morrinhos, Santa Rita, Jaci Paraná, entre outras, serão ainda mais prejudicadas com a elevação da cota. “Repudiamos qualquer ação da empresa sem respeitar o direito de consulta prévia às populações atingidas”, declarou Océlio, que complementa: “Além disso, queremos que a Santo Antônio Energia se responsabilize pelas famílias atingidas na comunidade Joana D’Arc. Exigimos reassentamento em condições adequadas para aqueles que saírem e um Plano de Desenvolvimento e Reestruturação para os que ficarem no assentamento”, finaliza.

 

Atingidos pelo acesso à energia elétrica

Os manifestantes reivindicam que a energia gerada em Rondônia esteja à serviço da população. São pelo menos 20 mil famílias rondonienses sem energia elétrica no campo e na floresta. Eles denunciam que há mais de 30 anos muitas famílias atingidas pela usina hidrelétrica de Samuel não têm acesso à energia, até mesmo aquelas que moram em ilhas dentro do lago da barragem.

O ato é organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), com a participação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, dos Trabalhadores do Transporte e da Madeira de Porto Velho.

 

Em Belém, organizações ocupam prédio da Petrobras

Desde às 7 horas desta manhã (17), cerca de 250 integrantes do MAB, da Via Campesina, do Levante Popular da Juventude e das centrais sindicais estão ocupando o prédio da Petrobras, em Belém, no Pará.

Os manifestantes estão fazendo um ato político em frente ao prédio e panfletagens na rua esclarecendo a população sobre os riscos que a privatização do petróleo representa à soberania nacional. Às 16 horas, os manifestantes se juntam aos professores que estão em greve há mais de 20 dias. Eles farão uma grande marcha pelas ruas da capital em defesa do petróleo brasileiro.

Foto: Reprodução/MAB
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