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“Encolhimento dos investimentos fez PIB cair”, diz Eduardo Campos

 

Além do governador de PE, economistas, parlamentares e 
outros alertaram e avaliaram o encolhimento econômico

Ogovernador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato às eleições ao Planalto em 2014, pelo PSB, classificou como “muito ruim” e “preocupante” a retração de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores. Para ele, “essa preocupação aumenta porque ela indica que houve uma redução dos investimentos, segundo os dados do IBGE, que apontam que esta diminuição não é sazonal”.

“Ao mesmo tempo que a gente junta as duas informações, de que o trimestre foi ruim, primeiro em queda desde 2009, e que houve queda nos investimentos, a soma desses dois fatores nos preocupa sobremaneira em relação ao que será de 2014″, disse Campos. “Mostra que é preciso, sobretudo, uma narrativa de longo prazo, e as pessoas precisam saber para onde exatamente estamos indo”, acrescentou o governador.

Campos fez questão de ressalvar que todos torcem para que os números da economia sejam melhores possíveis. Ele lembrou que os empresários já têm conhecimento desses dados do PIB antecipadamente. “De fato os diversos setores organizados da economia já vão percebendo que há sinais que estão colocados nesses indicadores. Mas todos estão torcendo para que essa situação seja revertida e a gente possa ter um ano de 2014 que simbolize uma retomada e não um agravamento da situação econômica do Brasil”, comentou.

Depois de lembrar que tem tentado dar “sugestões”, “desde há muito tempo”, Eduardo afirmou que é importante que o governo “não tenha postura de negar a existência do problema e nem de autossuficência de querer fazer tudo sem uma escuta a quem já viveu e passou por essas situações”. “Agir assim termina gerando uma situação como essa” alertou. E completou: “É preciso reagir para que se chegue a 2014 em uma situação mais otimista”. As declarações de Eduardo Campos foram dadas na terça-feira (03), após o velório do governador de Sergipe Marcelo Déda, de quem era amigo, e lamentar sua morte, salientando que Déda “era um homem sério, que fazia política com P maiúsculo”.

O pré-candidato disse ainda que está muito preocupado com o futuro do País. A queda do PIB “é mais um sinal preocupante, sobretudo, no que toca à redução dos investimentos, que é tudo que nós precisamos acelerar”. “O que aconteceu é que tivemos um encolhimento dos investimentos, o que nos coloca preocupados em relação ao futuro”, assinalou. Lembrado que o governo está revisando o número do PIB de 2012 para cima, o governador de Pernambucano acrescentou: “Uma coisa é você crescer 5% em cima de 4%. Outra coisa é você crescer 2% em cima de 1%”.

“Quando os agentes econômicos se mostram inseguros quanto ao futuro, constroem um presente ainda pior, num processo que se realimenta e é difícil de reverter”, ressaltou Campos. Segundo o governador, “a preocupação aumenta na proporção em que a falta de confiança atinge os fundamentos da economia brasileira”. Para ele, a crise de expectativas “deve ser combatida com diálogo e visão de longo prazo”. “As pessoas precisam saber para onde o país está indo, como podem alinhar seus próprios projetos ao rumo estratégico do país”, frisou.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) destacou que a queda do PIB fez parte das notícias ruins da semana. Já o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg, também lamentou a queda no produto e ressaltou que a falta de planejamento e de gestão “foram as principais causas da queda no PIB”. Segundo Rollemberg, o pré-candidato de seu partido, Eduardo Campos, vem demonstrando capacidade de gestão em Pernambuco acima da média, fez os ajustes necessários e cuidou do planejamento. Ele diz que os resultados da política econômica de agora certamente pontuarão o debate da corrida presidencial.

Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), “a presidente Dilma está no mundo da lua, vive num autismo completo. Parece o Beato Salu, com os pés fora da realidade”. “Ela tem um conhecimento pífio das coisas. Isso tudo corroi o calcanhar de Aquiles da economia desse governo, que é a falta de credibilidade. A indústria está derretendo e ela nega que o Brasil esteja mirrando”, criticou Nunes.

“Os números do PIB são resultado de uma política econômica que não estimula o crescimento”, avalia também João Sicsú, economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O momento é de decisão de política econômica. Ou fazemos uma política econômica radicalmente desenvolvimentista, ou manteremos os resultados colhidos desde 2011”, acrescentou o economista.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), por sua vez, criticou a “contabilidade criativa” do governo Dilma no campo da política fiscal. “Recuou, né? PIB zero, não é PIB”, ironizou. “Esses números, em que pese a contabilidade criativa, mostram que é preciso prestar atenção para o que está acontecendo na economia”, disse o senador. “O crescimento já é pequeno, recuando pode comprometer os investimentos. Essa discussão não pode ser escamoteada. Faz tempo que os investidores não enxergam o Brasil como a bola da vez. Números que hora sobem, hora descem, geram incertezas”, completou Albuquerque.

 

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