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Eduardo Campos quer porcentagem do Orçamento para acabar com o subfinanciamento do SUS

 

O governador Eduardo Campos (PE) fez críticas ao financiamento da saúde e cobrou do governo federal a definição de uma porcentagem do Orçamento da União para financiar o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A União vai ter que colocar mais recursos. Não dá para viver uma situação que, há 20 anos atrás, a União botava 75% [dos recursos gastos no SUS] e hoje coloca 40%. Essa situação precisa ser revertida, dialogada. Da mesma forma que o estado tem que botar 12% de tudo que arrecada em saúde, diz a lei, o município tem que botar 15%, a União não tem parâmetro ainda”, observou.

Ele frisou que, devido à falta de investimento adequado, esse é o principal problema apontado pela população. “É preciso entender porque é o primeiro problema do Brasil [a saúde], é porque a saúde tem hoje um baixo financiamento, muitas vezes a gente cuida mais da doença que da saúde e é mais barato cuidar da saúde do que cuidar da doença. […] Esse trabalho nos implica em investir mais e mais na saúde básica”, defendeu, criticando a redução do repasse do governo federal no SUS em 46%

As declarações ocorreram na quinta-feira (9), durante assinatura da ordem de serviço para o início das obras da Unidade Pernambucana de Atendimento Especializado (UPA-E), no município de Carpina, Zona da Mata Norte do estado.

Campos fez questão de lembrar os ensinamentos do avô, Miguel Arraes: “Às vezes, dizia meu avô, você sempre encontra as pessoas querendo ser alguma coisa, mas dificilmente sabem dizer para que serve ser. Eu aprendi a só querer as coisas que eu sei ser, que é para servir, construir”, disse.

Na segunda-feira (13), o governador Eduardo Campos afirmou que as alianças eleitorais em 2014 nos estados serão formadas, buscando sempre preservar o projeto nacional. “A nossa prioridade é o debate nacional”, disse. “Onde der para ir todo mundo junto, vamos todos juntos. Onde for impossível, a gente vai, preservando o projeto nacional, cada partido com sua identidade fazendo suas alianças”, ponderou, após evento no qual anunciou o calendário de pagamento dos servidores estaduais.

Campos também minimizou especulações em torno de discordâncias com a Rede nas decisões estaduais. “Já tem mais de 20 estados que não têm posição diferente entre PSB e Rede, mas não necessariamente está resolvido. Aqui [em Pernambuco], por exemplo, não há desentendimento, mas não tem decisão tomada […] Eu não conversei com ninguém, porque ainda não é tempo de conversar, é hora de cuidar da gestão”, declarou.

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