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OS DOIS PETISTAS DA “OPERAÇÃO BANQUEIRO”

 

Dirceu, Delúbio e Genoino começaram a ser condenados na BrOi. Enquanto o PT não expiar o Daniel Dantas …

 

 

 

livro “Operação Banqueiro” exibe dois ilustres petistas.

Um é João Vaccari Neto, então tesoureiro do diretório nacional do PT.

Vaccari foi, no livro, o “arquiteto” da patranha da BrOi – a incorporação da Brasil Telecom pela Oi, que rendou a Daniel Dantas um “cala-a-boca”  de R$ 1 bilhão, segundo cálculos do excelente jornalista Samuel Possebon – que, estranhamente, Rubens Valente, o autor do livro, não cita.

Sem Vaccari, a operação não sairia, segundo o testemunho de colaboradores de Dantas.

A tal ponto que Vaccari pode ser o responsável por uma das páginas cinzentas da biografia de Lula: a anulação do estatuto que impedia uma mesma empresa ser dona de duas empresas em sequência territorial.

Era o caso – lesivo ao consumidor – da BrOi.

Vaccari pode ter sido, segundo o livro – dessa mal-sucedida engenharia empresarial.

Como se sabe, a BrOi foi um dos desastres ferroviários da política do BNDES de criar uma “burguesia nacional” para enfrentar os gringos.

A BrOi acabou na mão dos “gringos”…

Quando o negócio da BrOi saiu, Greenhalgh e Vaccari trocaram juras de eterna amizade.

“Senador” pra cá, “você arrumou na minha pessoa um amigo para a vida inteira”, disse Greenhalgh.

Greenhalgh foi o advogado de Dantas para a operação da BrOi.

Greenhalgh acabara de perder a presidência da Câmara dos Deputados.

E voltou à banca de advocacia, que, no regime militar, defendia presos políticos.

(Sergio Bermudes também … É uma preferência do Dantas … Ele se considera um preso político – do PT !)

Clique aqui para ler “PiG pega vice de Cerra – tá ficando quente”.

Dantas, Vaccari e Greenhalgh se recusaram a falar com Valente.

(Greenhalgh talvez preferira a versão de livro ignoto, que considera Dantas uma cruza de Papai Noel com São Francisco de Assis.)

Greenhalgh, num texto por escrito enviado a Valente, diz (pág.255):

“Jamais, no trabalho profissional prestado ao grupo Opportunity (ele também segue a “súmula”da Ellen Gracie – “Dantas não é Dantas, mas Dantas”…- PHA), se discutiu propina, porcentagem,  recursos para campanha eleitoral de quem quer que seja”.

Porém, na pág. 283 Valente mostra que “Braz – assessor poderoso de Dantas – PHA – parece ter saído otimista da reunião, pois, no dia seguinte, ligou cedo para Greenhalgh para dizer que havia sido ‘extraordinária’. ”

O que de “extraordinário” houve na reunião ?

Pág. 280 de Valente:

“Braz perguntou se o milhão de dólares (a ser pago a um agente federal, Victor Hugo, a serviço de Protógenes Queiroz – PHA) poderia ser pago em duas parcelas de 500 mil dólares, uma antes da operação policial (Satiagraha) e outra depois que ela fosse deflagrada, quando a quadrilha poderia confirmar que Dantas efetivamente foi excluído da investigação.”

De “extraordinário” temos um suborno e uma fraude criminosa – extrair um nome de uma investigação policial.

Esse era o buzilis da questão.

E o principal advogado de Dantas haveria de ignorar o verdadeiro conteúdo do “extraordinário”, o ponto central da empreitada ?

Dantas está atravessado na história do PT e do Governo Lula.

Não enfrentar Dantas, ou melhor, ceder a ele, da forma mais espúria, foi o primeiro “chamar às falas” do Governo Lula.

Quando o presidente Lula cedeu à pressão de Peluso e Gilmar e acatou a sugestão de Tarso Genro de mandar Paulo Lacerda para o exílio de Lisboa – clique aqui para ler a pormenorizada descrição dessa sinistra reunião, o Dirceu o Delúbio e o Genoino começaram a ser condenados sem prova.

Porque, sem a Ley de Medios – clique aqui para ver o que Mao sugere sobre a matéria – e com Dantas de braços com o Arquiteto, e o Jacu2, ou Gomes – formas carinhosas de o pessoal do Dantas se referir ao ilustre advogado de presos políticos – foi aí que o PT mostrou que não tinha caninos.

Insiste que ele cede !

O PT foi para a cama com o inimigo.

Dois petistas foram padrinhos do casamento.

Enquanto não exorcizar Dantas, o PT não levanta a cabeça.

Por que será que os implacáveis investigadores do PiG, as Ilustres entrevistadoras, consultoras jurídicas minuciosas, não vão para a jugular do Arquiteto e do Jacu2 ?

Porque, como se vê nos documentos apreendidos no apartamento de Dantas, teve grana para JUÍZES e JORNALISTAS !

Será essa a secreta essência do mutismo inexplicável ?

Que donos de jornais estão na folha de pagamentos do banqueiro ?

O Dantas tinha os seus Arquitetos e Jacus para todos os campos políticos.

No PSDB era o RS, o Ricardo Sergio da tesouraria do FC e do Cerra, mais conhecido como o “Niger” do Roberto Amaral.

No PT eram o Arquiteto e o Jacu.

Nas instâncias superiores da Justiça …

E nos vários quadrantes, o Valeriodantas.

Fala, Valério, fala !

Paulo Henrique Amorim

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