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Dilma cobra do Congresso não aprovar nada que dê mais dinheiro para a educação, trabalhadores e aposentados

Hora do Povo

 

A presidenta Dilma Rousseff abriu sua mensagem de abertura dos trabalhos legislativos de 2014, enviada para o Congresso, com uma declaração ardorosa se comprometendo a manter a todo custo, contra os interesses do país, o que chamou de “esforço de equilíbrio fiscal e controle da inflação”, ou seja, manter a política de aspirar os recursos públicos destinados para a educação, saúde, transporte, segurança, habitação e outros e desviar para o superávit primário (saldo do orçamento destinado a pagamento de juros).

“Manteremos, em 2014, uma gestão das contas públicas compatível com a continuidade da política de profundo compromisso com a responsabilidade fiscal”, diz a mensagem.

E, para exemplificar como seu governo tem sido fiel ao arrocho contra a sociedade para engordar os bancos, ela cita como grande feito dessa política que de 2009 a 2013,  “as despesas com pessoal diminuíram de 4,7% para 4,2% do PIB no mesmo período”. Quem entregou a mensagem ao Congresso Nacional foi o recém-empossado chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Ele foi o primeiro a dar exemplo cortando os investimentos da educação em 2013 (leia matéria nesta página). “Teremos em 2014 uma gestão das contas públicas compatível com a continuidade da política de grande compromisso com a responsabilidade fiscal, para o que, contribuirá entre outras medidas o pacto que firmamos com as principais lideranças políticas do Congresso”, diz a mensagem de Dilma, referindo-se a um “pacto” onde o governo exigiu do Congresso que não fosse aprovado nenhum projeto que signifique aumento de recursos para o povo.

Uma das principais preocupações do governo em 2014 é evitar projetos que beneficiam os trabalhadores. As “pautas bombas”, como o governo pejorativamente denomina, foram o tema central da primeira reunião do ano, na última quinta-feira (30), entre líderes do governo e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC). Entre os projetos que o governo pretende derrotar no Congresso Nacional estão a PEC 300, que regulamente os salários dos policiais, o fim do Fator Previdenciário (instrumento de assalto aos aposentados, criado por FHC), o Plano Nacional de Educação, que, se não fosse alterado pelos governistas do Senado, deveria destinar mais verbas para a educação e o projeto de regulamentação dos Agentes de Saúde, que define um piso salarial da categoria.

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