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Eduardo e Marina convocam povo à luta para o “Brasil voltar a crescer”

HORA DO POVO
Sem desenvolvimento não haverá justiça

Eduardo e Marina convocam povo à luta para o “Brasil voltar a crescer”

‘Governo parou o país. Mais quatro anos do que está aí não vai fazer bem a ninguém’

Eduardo Campos e Marina Silva lançaram na terça-feira, em ato que lotou o auditório Nereu Ramos, no Senado Federal, as diretrizes do programa de governo. Segundo Eduardo Campos, a atual política do governo fez a economia parar e “tirou o Brasil dos trilhos do desenvolvimento”. A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva afirmou que “hoje a política está sendo terceirizada. É preciso debater, discutir. Não se trata mais de fazer um programa para os brasileiros, mas sim um programa com os brasileiros”.

“Não há política social sem desenvolvimento”, diz Eduardo

Governador e Marina lançam diretrizes para o programa de governo 

auditório Nereu Ramos, no Senado Federal, ficou pequeno na terça-feira (4) para receber os apoiadores de Eduardo Campos e Marina Silva, para o ato de apresentação das diretrizes do programa de governo. “Brasil prá frente, Eduardo presidente!”, entoavam os militantes do PSB e da Rede Sustentabilidade que lotaram o local. Diversos dirigentes das duas siglas, além de Roberto Freire, presidente do PPS, também participaram do evento. Após a execução do Hino Nacional, Eduardo e Marina falaram sobre o programa e várias lideranças discursaram em apoio ao novo projeto de governo.

Em seu discurso, Eduardo ressaltou a importância estratégica do evento e disse que “este é um passo importante, um passo muito importante e estratégico para que possamos fazer um realinhamento político no Brasil, incorporando as forças vivas que estão espalhadas pela sociedade brasileira que crêem, como nós cremos há muito tempo, que é possível construir um Brasil bem melhor do que este que está aí”.

TRILHOS

Ele fez duras críticas à atual política econômica do governo federal. Segundo Campos, esta política fez a economia parar e “tirou o Brasil dos trilhos do desenvolvimento”. “Nós temos a clara percepção de que as pessoas estão vendo que o Brasil parou, que o país saiu dos trilhos que vinha. Que a indústria está caindo. Que o Brasil está crescendo a metade do que vinha crescendo no período do governo Lula, que o Brasil vem crescendo muito abaixo do crescimento da América Latina e do mundo”, alertou o pré-candidato.

“O Brasil estava avançando no sentido de melhorar a vida das pessoas”, destacou o governador. Sobre as políticas sociais, que afirmou considerar importantes e necessárias, ‘num país com tantas desigualdades’, ele disse que “é preciso que elas sejam protegidas pelo crescimento na economia”. “Se não for assim, é enxugar gelo. Sem crescimento não se pode segurar as conquistas. Sem crescimento serão mantidas as injustiças”, alertou. “Não há política social sem desenvolvimento. Se o país passar uma década crescendo a 2% vai acontecer o que acontece hoje: crescimento do analfabetismo, emprego perdendo qualidade, país perdendo competitividade e o governo buscando cada vez mais dinheiro lá fora para fechar as suas contas”, denunciou. “Vamos legar o quê para as futuras gerações deste país?”, indagou Eduardo.

“Não podemos ficar tapando o sol com a peneira, de que os problemas estão lá fora. Muitos dos problemas estão aqui dentro e precisam de liderança. De alguém que tenha a sinergia e consiga resolver os problemas não com conversas e promessas e palavras que o vento leva”, ponderou.

MOFO

Eduardo disse que está se lançando neste novo projeto junto com Marina porque o povo brasileiro quer mudanças. “Essa sensação” de que o Brasil freou impôs ao PSB a decisão de romper com o PT, apesar da nossa sigla ter ajudado a construir a vitória do atual governo em 2010″, afirmou. “Ninguém que está aqui se arrepende de ter ajudado a eleger Lula e Dilma. Mas da mesma forma que nos empenhamos pelas conquistas, tivemos a capacidade de sair pela porta da frente”. “Não há nos quatro cantos do país, pessoas que achem que mais quatro anos do atual governo vão fazer bem ao povo brasileiro”. “Nem eles mesmos acreditam nisso. Muitos deles, que estão lá, dizem para mim e para a Marina, que estão contando o tempo para estarem aqui conosco”, prosseguiu o candidato. “O atual pacto político mofou, se esgotou”, acrescentou Eduardo.

“Eu elogiei o Lula e as conquistas que ajudamos a trazer. Mas agora é a hora do debate político que eu vou fazer sem medo”. “Vamos fazer o debate político sem baixar o nível como eles estão fazendo desde a primeira hora deste ano. Nossos militantes não vão para as ruas para denegrir a imagem de ninguém. Eles vão defender idéias, vão defender o nosso programa”. Para Eduardo Campos, a maioria da sociedade “exige mudança”. “E nós vamos fazer essas mudanças, construir um Brasil melhor do que ele é hoje”, garantiu.

Ao defender que é preciso reconquistar novas práticas da política para o país, Eduardo fez questão de dizer que elas não significam um repúdio à política. Nós sabemos da importância da política na vida do povo. E alertou para o risco da perda de conquistas democráticas:

“Eu conheço o fel da ausência da democracia. Sei o quanto custou a quem já não está mais aqui a luta pela conquista democrática. Mas não podemos botar cabresto na democracia, distribuindo cargos e pensando que todos se põem de joelho diante do poder do dia. Não! Tem muitos que têm coragem e carregam na consciência as lutas pela democracia e se rebelam pelo o que aí está”, assegurou.

Para o governador, as políticas sociais “devem contribuir de modo decisivo para o combate das desigualdades, para a melhoria da distribuição de renda e riqueza, para a ampliação da felicidade, da qualidade de vida e bem estar da população”. “Nesse sentido é fundamental que se assegure o acesso universal a bens e serviços públicos. É dever do Estado garantir à população o acesso à saúde de qualidade, habitação e entorno saudáveis do ponto de vista ambiental, dotados de infraestrutura de saneamento, com acesso a todos os serviços públicos relevantes”, advertiu.

Ele disse que não se arrependeu de ter apoiado o PT e os governos petistas:

“Ninguém que está aqui se arrepende de ter ajudado a eleger Lula e Dilma. Mas da mesma forma que nos empenhamos pelas conquistas, tivemos a capacidade de sair pela porta da frente”, destacou. “Eu elogiei o Lula e as conquistas que ajudamos a trazer. Mas agora é a hora do debate político que eu vou fazer sem medo”. Para Eduardo Campos, a maioria da sociedade “exige mudança”. “E nós vamos fazer essa mudanças, construir um Brasil melhor do que ele é hoje”, garantiu.

“Eu sonho, e é bom sonhar, porque muitos dos meus sonhos viraram realidade, que um dia um cidadão da classe média, um empresário, seja da indústria, dos serviços ou do sistema financeiro pesquise na internet para matricular seu filho numa escola pública”. E a nossa prioridade é a educação. Meu estado tem a maior rede de escolas em tempo integral de todo o Brasil. Temos que ter uma escola em que o povo, ao levar seus filhos para a porta da escola, tenham a consciência que estão entregando seus filhos na porta de um templo que haverá de transformar a vida daquele cidadão”, defendeu Eduardo Campos.

SUS

“O SUS”, afirma o documento com as diretrizes, “é uma das conquistas sociais mais importantes do recente período democrático, que deve ser valorizado e ter sua gestão aperfeiçoada, para que possa assegurar uma assistência integral e de qualidade”. “A Atenção Básica de saúde deve ser efetivamente universalizada. Este preceito requer um enorme esforço de organização dos serviços, inclusive no sentido de articular unidades de diferentes níveis de complexidade entre si”, afirmou.

Nas diretrizes para o programa de governo, Eduardo afirma ainda que “é urgente desenvolver ações que detenham a queda do valor da transformação industrial como proporção do PIB, que caiu do patamar de 27% em 1985 para o de 13,25% em 2012”. “Propomos uma política industrial que amplie a densidade e a inovação tecnológica dos nossos produtos, inclusive da pauta de exportação, e aumente a produtividade geral da economia, gerando empregos de maior qualidade, além de diminuir a dependência do exterior”, completa o documento.

SÉRGIO CRUZ

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