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“Vejo com naturalidade muita gente do MST votar em Eduardo Campos no NE”, disse Stédile

– Hora do Povo –

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, da coordenação nacional da entidade, avaliou que muitos dos integrantes do movimento vão votar no governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para presidente da República nas próximas eleições.

“Na nossa base, todo mundo tem liberdade de votar em quem quer, e vejo até com naturalidade que na região de Pernambuco, mesmo na Paraíba, onde ele tem influência, certamente vai ter muita gente da nossa base, do MST, que vai votar no Campos. Não por afinidades ideológicas, mas por algum tipo de afeto que [o eleitor] tenha, por ser mais conhecido [no Nordeste], por ter mais jeito de político do que a Dilma. Na nossa base, tem voto pra tudo. Só esperamos que não votem na direita”, declarou Stédile em entrevista à “Folha de S. Paulo”. Stédile esteve em São Paulo na quinta-feira (6) para divulgar o 6º Congresso Nacional do MST, que está sendo realizado em Brasília, entre os dias 10 e 14.

Sobre a eleição em São Paulo, o líder do movimento disse que vota no Rio Grande do Sul, em Tarso Genro, mas se votasse em São Paulo seria no ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). Ao ser questionado sobre a possibilidade da chapa de Padilha apresentar um vice oriundo do agronegócio, o ex-usineiro Maurílio Biagi Filho, Stédile disse que confia na “honestidade política” do ex-ministro. O coordenador do MST minimizou a presença de Biagi na chapa, dizendo que “ele [Padilha] está se aliando com a parte falida do agronegócio, porque os poderosos do setor sucroalcooleiro são as empresas transnacionais: a Bunge, a Cargill, a Shell… Esses são os nossos verdadeiros inimigos”.

Antes, em entrevista coletiva, João Pedro Stédile disse que o MST tem a “obrigação” de criticar a política agrária do governo e explicou: “O governo Dilma foi bundão para reforma agrária, não teve coragem de fazer desapropriação. Nos oito anos do Lula, a média era de 80 mil famílias [assentadas] por ano em áreas desapropriadas. Nos três anos da Dilma, a média foi 30 mil, porém a metade foi em projetos de colonização na Amazônia. Em área desapropriada mesmo, foi 15 mil. O governo sabe que está em dívida conosco”.

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