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EM CURITIBA, COMUNIDADE VAI ÀS RUAS CONTRA FECHAMENTO DE SALAS DE AULA

 

27 FEV 2014 – 13:16 ESMAEL MORAIS

 

 

Depois de um mês do início das aulas, o governo Richa determinou o fechamento de salas de aula em todo o Paraná; comunidade escolar do Isolda Schimd, em Curitiba, vai protesta hoje às 17 horas contra essa modificação no porte das escolas, que mexe com as condições de trabalho dos educadores e influencia na aprendizagem dos alunos; trata-se de uma política de "contenção de gastos" para o governo adequar-se à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal); é a "cota sacrifício" da Educação para manter o exército de comissionados no Palácio Iguaçu.

Depois de um mês do início das aulas, o governo Richa determinou o fechamento de salas de aula em todo o Paraná; comunidade escolar do Isolda Schimd, em Curitiba, vai protesta hoje às 17 horas contra essa modificação no porte das escolas, que mexe com as condições de trabalho dos educadores e influencia na aprendizagem dos alunos; trata-se de uma política de “contenção de gastos” para o governo adequar-se à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal); é a “cota sacrifício” da Educação para manter o exército de comissionados no Palácio Iguaçu.

Pais, alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Isolda Schimd, no bairro Vila Hauer, em Curitiba, vão às ruas nesta quinta-feira (27), às 17 horas, protestar contra o fechamento de salas de aula. A determinação para a eliminação de turmas partiu do governador Beto Richa (PSDB) e do vice Flávio Arns (PSDB), secretário da Educação (clique aqui).

 

O diretor do estabelecimento de ensino, Osvaldo Magalhães Soares Filho, disse ao blog que a iniciativa da manifestação é da comunidade escolar que é contra a extinção de três turmas, como determinou a Secretaria de Estado da Educação (SEED).

A modificação do porte das escolas, como quer o governo Richa, mexe com as condições de trabalho dos educadores, bem como influencia na aprendizagem dos alunos. Ao eliminar turmas, sem discussão com a comunidade escolar, provoca-se a superlotação nas salas e a dispensa de funcionários e professores. Concomitantemente, cai a qualidade do ensino.

A ação da SEED e do governo Richa e Arns, além de representar um atentado contra a boa prática pedagógica, ainda fere de morte a Resolução número 318, da Secretaria de Estado da Saúde, que regulamenta 1,2 m2 por aluno em cada sala de aula. Também há que respeitar a área de circulação entre o aluno e o professor, de 2 metros, significando um recuo entre a primeira fileira até o quadro negro.

De acordo com o diretor da Escola Isolda Schimd, o prédio tem cerca de 40 anos e foi projetado inicialmente para abrigar um centro de saúde. Cada sala tem 42 m2 totais e 30 m2 úteis. Com o fechamento de turmas, como deseja o governo do estado, ter-se-ia menos de um metro por aluno.

A SEED pede que a Escola na Vila Hauer coloque 35 alunos por sala de aula. Atualmente 28, conforme informação da direção. “No caso do sexto ano, aquelas crianças que chegam da Prefeitura, a resolução fala de 25 a 30 alunos desde que tenha espaço adequado”, explica Osvaldo.

O problema com fechamento de salas de aula não é um fato isolado da Escola Isolda Schimd. Está ocorrendo em todo o Paraná. Trata-se de uma política de “contenção de gastos” para o governo Richa adequar-se à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). É a “cota sacrifício” da Educação para manter o exército de comissionados no Palácio Iguaçu.

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