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Venezuela no centro da luta de classes mundial

 

 

 
 

Brasil de Fato aproveita para se solidarizar com o povo trabalhador, com os pobres da Venezuela, para que sigam em frente em seu processo revolucionário

26/02/2014

Editorial da edição 573 do Jornal Brasil de Fato

A imprensa burguesa de todo o mundo inunda as televisões e jornais com notícias e cenas de mobilizações e violências nas ruas da Venezuela. A um expectador comum, em questão de horas o governo Maduro deve cair. Mas o que está acontecendo mesmo? Vamos aos fatos.

As articulações das forças de direita:

1. Durante todo o ano de 2013 o governo Maduro liberou 22 bilhões de dólares para a burguesia venezuelana importar produtos de consumo e abastecer o mercado. Esses dólares foram vendidos pelo governo a eles pelo câmbio ofi cial. Parte deles foram parar nas contas dos importadores no exterior e os produtos importados eram transformados em bolivares pelo câmbio paralelo. O governo Maduro passou a controlar a liberação de dólares para importação das empresas privadas e cortou, assim, os lucros estratosféricos e o abastecimento de dinheiro público para as atividades direitistas.

2. A burguesia compradora passou a esconder os produtos importados para criar um pânico de desabastecimento. O governo deu ordens para que o Exército e o povo identificassem quem estava escondendo e ordenou que os produtos fossem entregues à população.

3. Os Estados Unidos retomam a iniciativa para controlar o petróleo e manter sua infl uência na América do Sul, já que perdeu o controle nos governos da Colômbia e do Chile. O Departamento de Estado americano acelerou a decisão de utilizar a tática de desestabilização do governo venezuelano – financiamento do boicote e da inflação, combinado com violência. Tática que deu certo para derrubar Allende e outros presidentes populares do continente.

4. A direita venezuelana desistiu de derrubar o governo pelas vias democráticas, pois mesmo sem Chávez perdeu as últimas duas eleições. Tirou Capriles do comando (considerado moderado, pasmem!) e acionou a linha dura da violência e do caos, elegendo como líder o direitista Leopoldo López, que já está preso. E agora a direita acelerou os vínculos com a direita narcotraficante colombiana, comandada por Uribe. Vários mercenários colombianos tentaram entrar no país, armados e foram presos no estado de Táchira.

5. A CIA acionou seus subalternos na imprensa mundial e é impressionante a manipulação dos fatos e o discurso uníssono que adotaram em todos os países, criando o clima de que o governo Maduro está por cair. Aqui no Brasil chega a ser ridícula a tomada de posição da rede Globo, SBT e todos os jornais da burguesia.

Diante desse contexto, a luta de classes emergiu nas ruas. De um lado a juventude de classe média – filhos da burguesia compradora, especuladora – foi pra as ruas, praticando todo tipo de violência, incendiando prédios públicos etc.

Porém, encontraram do outro lado da rua milhões de venezuelanos, trabalhadores, pobres das periferias, que apoiam o governo Maduro, e apoiam o aprofundamento das mudanças sociais na Venezuela. E tiveram ao seu lado as forças armadas bolivarianas.

Diante dessas circunstancias da luta de classes, a burguesia venezuelana aposta na violência uma só ficha: que possa haver divisões nas forças armadas. E isto não há nenhum sinal que indique.

Assim sendo, a tendência do processo venezuelano é de que – mesmo que os enfrentamentos de rua continuem – o povo mobilizado, junto com as Forças Armadas vão exigir mudanças ainda mais radicais para aprofundar o caráter revolucionário do processo bolivariano. Não há como recuar. A direita venezuelana é tão torpe, que reduziu a luta de classes apenas à sua vontade pessoal.

As próximas semanas serão decisivas para que o povo se mobilize ainda mais, sobretudo porque nos aproximamos do aniversário da morte do presidente Hugo Chávez (5 de março) e isso dará um componente de maior identidade chavista na defesa das conquistas sociais do processo bolivariano.

Brasil de Fato aproveita para se solidarizar com o povo trabalhador, com os pobres da Venezuela, para que sigam em frente em seu processo revolucionário, e ao mesmo tempo queremos denunciar a imprensa burguesa, inescrupulosa e manipuladora, que tenta iludir o povo brasileiro com informações falsas sobre o que realmente está acontecendo por lá.

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