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Eleazar Rangel: A mãe das campanhas de desinformação

 

publicado em 16 de março de 2014 às 7:10 VIOMUNDO

Guerra de informação de alcance internacional (manchetes de jornais venezuelanos no dia do golpe contra Chávez, do Opera Mundi)

OS DOMINGOS DE DÍAZ RANGEL | 09/03/2014

“Mudança de Regime”

Reprodução parcial (clique no link para ver íntegra)

Por Eleazar Díaz Rangel, no Últimas Notícias, traduzido por Jair de Souza

Nunca, nenhum governo venezuelano, desde 1830, foi objeto de uma campanha midiática internacional como a de agora contra Hugo Chávez e, especialmente, nestes meses contra o presidente Nicolás Maduro.

A deformação da realidade venezuelana presente na maioria da mídia do exterior vem sendo denunciada, assim como os despachos das agências de notícias e dos serviços de televisão – começando pela CNN – que influenciam de maneira decisiva seus usuários.

Qualquer enquete que se fizesse na Espanha, por exemplo, revelaria que uma porcentagem altíssima de seus cidadãos tem as piores opiniões sobre nosso país, sobre Chávez e seu governo, situação que se repete na maioria dos países latinoamericanos, nos EUA e em muitos países europeus.

A essa campanha soma-se agora a decisão de três organismos que agrupam os jornais da América Latina, que decidiram publicar uma página diária sobre (contra) a Venezuela em seus 82 jornais associados. Isto não tinha sido visto nunca, em nenhuma época da história da humanidade, contra nenhum país, nem sequer contra a Alemanha na II Guerra Mundial.

É certo que todos os dias se escrevia sobre a guerra e contra os nazistas, mas nunca como produto de uma resolução de algum organismo. Agora estão fazendo gestões para que mais jornais se somem a essa campanha e publiquem a página que lhes será enviada todo dia contra o governo.

Vocês podem imaginar o que isto vai significar na América Latina?

Como interpretar essa decisão?

Não se trata, logicamente, de informar melhor. Fica evidente que a proposta é desinformar mais, de maneira organizada, com um propósito que vai além do jornalismo e da verdade.

Como não foi perguntado por quanto tempo deve durar a campanha, supõe-se que estejam agindo de acordo com a ordem “até que o governo seja derrubado”.

E uma decisão que comprometa a tantos jornais, certamente os de maior circulação na região, não pode ser explicada a não ser pelos vasos comunicantes que algumas dessas organizações (GDA, Andidiarios e PAL) têm com os centros de poder mundial (*)

Guarimbas (manifestações violentas): O novo presidente da Cadena Capriles (proprietária do jornal Últimas Noticias – nota do tradutor), Dr. David de Lima, falando sobre as guarimbas comentava que eram um bom tema para investigação jornalística. Partindo da investigação que existe em suas ações, assim como os destroços causados, os métodos usados e seus reais propósitos, é oportuno averiguar quantas delas estão operando nas principais cidades e aqui em Caracas, como vêm coincidindo nos horários de ação, quem lhes fornece os materiais para a obstrução de avenidas, como e onde são planificadas nacionalmente, como se comunicam, quem as financia, etc.

Dois triunfos. A aqueles da oposição e aos “especialistas” que insistem em falar sobre o isolamento da Venezuela, de como sua política externa está carregada de fracassos, deve ter caído como um balde de água fria a decisão da OEA, pois, apesar dos esforços dos EUA, Canadá e México, não puderam ter maioria para convocar uma assembleia que analisasse “o caso da Venezuela”, e aprovaram por 29 a 3 uma resolução de apoio ao diálogo iniciado pelo Governo da Venezuela.

Ainda não tinham se recuperado desse banho quando caiu sobre eles outro balde. Desta vez foi da UNASUR onde, como foi informado, havia dois países que se opunham a sua convocação (Colômbia?, Chile?) e pelos benditos estatutos que requerem unanimidade. Pois bem, todos foram finalmente convencidos pelas gestões venezuelanas, e vai reunir-se na próxima quarta-feira (12/03) em Santiago do Chile (reunião efetivada e com resultado muito favorável ao Governo da Venezuela – nota do tradutor).

Táchira. Por muitos anos, considerava-se que o estado Zulia seria o centro de alguma ação secessionista, até agora, quando foi denunciada a existência de propostas de independizar os estados andinos e o Zulia, trando de repetir um movimento similar ao da Bolívia, denominado a meia lua. Neste momento, querem fazer-se passar por um movimento democrático liberal que conclama a “empreender um caminho secessionista para conter e pôr fim a este massacre”.

Parece haver antecedentes em 1948, quando Rómulo Betancourt presidia a Junta Revolucionária de Governo, e apareceram convocatórias para separar o estado Táchira da Venezuela, assunto que foi de tanto interesse que o jornal Agencia Comercial de Carúpano (05-02-48) o recolheu em sua nota “Ambiente esquentado no Táchira”, que me foi enviado por José Leonardo Núñez. Hoje, o governador Vielma Mora denuncia que reapareceram essas tentativas em meio a uma onda de correspondentes estrangeiros que fazem o Táchira aparecer como o epicentro de uma rebelião na Venezuela.

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