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GABRIELLI DÁ ENTREVISTA MAS MAIS OCULTA DO QUE FALA

 

Justifica a compra da refinaria PASADENA dizendo que o mercado interno brasileiro não crescia e que era correto procurar o mercado dos EUA. Diz também que a compra foi realizada pelo que corresponde à metade dos preços de mercado de 2005. Que posteriormente o mercado mudou e que os valores se alteraram.

Em dois mil e cinco a Astro Oil comprou a refinaria por 42 milhões  e meio de dólares, em 2006 a Petrobrás pagou  cento e noventa milhões de dólares pela metade das ações e os outros cento e setenta eram referentes a estoque e outros componentes. Totalizando 360 milhões de dólares.

 

 

 

Perguntado se todos os conselheiros tinham conhecimento dos processos de compra da Petrobrás, disse que não iria  comentar sobre processos internos da Petrobras.

Perguntado se os conselheiros tinham as informações necessárias pra aprovar a decisão de compra, respondeu que não iria comentar sobre processos internos da Petrobras.

 

Perguntado se houve algum integrante que discordou do negócio, respondeu que não iria comentar sobre processos internos da Petrobras.  

 

Quanto à clausula que obrigava a Petrobrás a comprar a outra metade – Put Opcion – caso houvesse divergências entre as duas sócias, ele respondeu que essa clausula é normal nos contratos.

Sobre os desentendimentos ele cita quatro:

Primeiro devido a própria natureza d cada uma, a Petrobrás é refinadora e produtora a Astro Oil é comercializadora.

Segundo era devido ao papel da segurança em meio ambiente

Terceiro sobre  os investimentos deveriam ser feitos

Quarto sobre as garantias que cada um iria ter nos investimentos.

 

Devido a esses desentendimentos a Petrobras resolveu entrar na justiça norte-americana e o resultado foi o de ter que arcar com a aquisição da outra metade da refinaria. Com as custas judiciais chegou a desembolsar quase três bilhões de Reais.

 

O curioso é que, além de não responder coisas essenciais para avaliar se foi correta ou não a compra, se não foram sonegadas as informações ao conselho administrativo, como alega a presidente Dilma, também não ficamos sabendo se a Petrobras não avaliou  antes da aquisição se havia adequação  de objetivos estratégicos entre as duas empresas para prevenir-se de desentendimentos futuros. Planejamento estratégico é um instrumento indispensável a uma empresa do porte da Petrobras e, numa operação de compra dessa natureza deveria ter feito estudos antes de aventurar-se. (Claudio Fajardo)

 

 

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