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Ex-diretor da Petrobras será transferido para prisão de Curitiba

 

Paulo Roberto Costa é suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, a prisão foi decretada para evitar que ele destruísse provas.

 

Silvana RamiroRio de Janeiro

 
 

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que está preso no Rio de Janeiro pela Polícia Federal, deve ser transferido para Curitiba nessa sexta-feira (21). Ele é suspeito de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro que movimentaram R$ 10 bilhões.

Na casa de Paulo Roberto Costa, os agentes apreenderam R$ 700 mil em dinheiro e US$ 200 mil. Encontraram também um Land Rover, que ele recebeu do doleiro Alberto Youssef. Ele foi preso pela operação “Lava Jato”, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, que segundo a Policia Federal seria chefiado por Youssef.

Segundo a PF, a prisão de Paulo Roberto foi decretada para evitar que ele destruísse provas. O ex-diretor da Petrobras passou a noite na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mas será transferido para Curitiba, porque sua prisão foi decretada pela Justiça Federal do Paraná.

Paulo Roberto foi também um dos intimados pelo Ministério Público Federal para depor na investigação da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Na época da transação, ele era diretor de refino e abastecimento da estatal.

Na Califórnia, a repórter Renata Ceribelli foi até a filial da Astra, empresa que vendeu a refinaria para a Petrobras, procurar por outro ex- funcionário da Petrobras, Alberto Feilaber, mas foi informada de que ele estava viajando. A Petrobras e a Astra foram sócias da refinaria de Pasadena, que fica no Texas.

Em 2012, a estatal brasileira foi obrigada a comprar a parte da Astra. Uma cláusula contratual obrigava uma das partes a adquirir a outra metade em caso de desacordo entre os sócios. A Petrobras gastou quase um US$ 1,2 bilhão, mais de RS 2,7 bilhões, por uma refinaria que a Astra havia comprado por US$ 42,5 milhões.

Agora que o caso virou manchete dos jornais, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, atual diretor da BR Distribuidora, entrou de férias. Ele é o autor do parecer técnico que embasou a compra da refinaria, que está sendo investigada.

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, garante que foi um bom negócio e que a cláusula que obrigava a empresa a comprar a outra metade da refinaria é normal: “A ‘put option’ é uma cláusula comum em aquisição de empresa, porque reflete o direito de quem está comprando, de quem está vendendo, em determinadas circunstâncias, de vender para o outro”.

Esta semana, o Palácio do Planalto informou que a presidente Dilma Rousseff, desconhecia essa cláusula quando votou a favor da compra da refinaria de Passadena. Na época, Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da Petrobras.

O advogado de Paulo Roberto Costa informou que o cliente dele recebeu o Land Rover como pagamento por serviços prestados como consultor ao doleiro Alberto Youssef.

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