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E AGORA, CPI DO PEDÁGIO VAI INDICIAR POLÍTICOS QUE RECEBERAM DINHEIRO PARA CAMPANHAS ELEITORAIS?



28 MAR 2014 – 15:33 esmael morais

 

 

Deputado Nelson Luersen, presidente da CPI do Pedágio, cuja comissão terá a dura missão de ajudar produzir relatório final nos próximos dias, tem fato novo:  MPF afirma que políticos receberam dinheiro das concessionárias, dentre os quais Valdir Rossoni, que chegou arquivar requerimento de investigação; de 1998 para cá, ainda segundo os promotores de Justiça, obras previstas em contratos não foram realizadas; terá coragem a CPI do Pedágio de indiciar os políticos acima ou assumirá seu papel de laranja?

Certa feita o deputado Cleiton Kielse (PMDB), da tribuna, denunciou que havia uma forte bancada atuando pelos interesses do pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná. A turma do deixa-disso entrou em ação e colocou “panos quentes” na grave acusação.

 

Passado um ano e meio da revelação do parlamentar, eis que o Ministério Público Federal (MPF) trouxe à luz informação que candidaturas foram abastecidas com dinheiro da máfia do pedágio.

Segundo promotores, o governador Beto Richa (PSDB) recebeu R$ 3 milhões em doações das concessionárias para a sua campanha. A senadora Gleisi Hoffmann (PT) também recebeu agrado de R$ 1,3 milhão.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), angariou R$ 140 mil e o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), pegou R$ 50 mil. O senador Roberto Requião (PMDB) teve ajuda de R$ 15 mil.

No ano passado, Rossoni chegou a arquivar requerimento para instalar a CPI do Pedágio. A comissão saiu com maioria governista e, na terça (25), realizou sua última sessão. Deverá apresentar relatório final nos próximos dias.

Os senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião juram não ter recebido dinheiro das concessionárias de pedágio.

Coincidência ou não com a saída desses recursos para campanhas eleitorais, além da CPI do Pedágio ter quase naufragado, as concessionárias deixaram de realizar obras previstas e os contratos vêm sendo modificados sucessivamente desde 1998. Claro, sempre contra os interesses dos usuários das rodovias.

A pergunta que não quer calar é a seguinte, terá coragem a CPI do Pedágio de indiciar os políticos acima ou assumirá seu papel de laranja?

É bom lembrar que no final do ano, alheio à comissão de investigação, o governador Beto Richa reajustou as tarifas nas 27 praças que cortam o Paraná. Na época, a bancada do PT acusou o tucano de comportar-se como sócio das empresas de pedágio.

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