Rodini Netto, com informações da Gazeta do Povo

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / A Sanepar abriu uma licitação, mas o processo está parado desde o ano passado por determinação do Tribunal de Contas

Matéria na Gazeta do Povo desta terça (15), mostra que a Sanepar fez contratação de empresas de segurança, em “em caráter emergencial”, no valor de R$ 23 milhões de reais.

Uma das empresas contratadas, a Embrasil (que foi doadora na campanha de Richa), pode receber 18,8 milhões, se conseguir chegar à conclusão do contrato que é de seis meses. A outra empresa beneficiada no contrato, a Empresa Auxiliar de Segurança (também doadora na campanha de Richa), que ficou com o segundo lote do contrato, pode vir a receber 4,4 milhões. Tudo publicado no Diário Oficial do Estado, na última sexta (11).

Os contratos seriam encerrados quando a Sanepar conseguir realizar a licitação para a contratação de empresa de segurança.

“Peraê!”, um gestor que tem que controlar a coisa pública de maneira correta, deixa vencer uma licitação sem preparar outra em tempo oportuno? Alguém, na Sanepar, “pisou na bola”, ou foi tudo arranjado para beneficiar as duas empresas. Afinal, não foi um processo licitatório e, sim, uma contratação a bel prazer.

As duas empresas foram doadoras na campanha de Richa em 2010. A Embrasil, com valores próximos a 33 mil reais, e a Empresa Auxiliar de Segurança, com valores próximos a 65 mil reais.

Segundo a Gazeta do Povo, tanto a Sanepar, como as empresas negam que as contratações tenham relação com os contratos.

Os contratos com as empresas de segurança estão parados no Tribunal de Contas devido a uma contestação realizada a pedido do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp)A alegação das empresas é de que o valor oferecido pela Sanepar para a execução do serviço é baixo demais. O atual presidente do sindicato é Jeferson Nazário, diretor da Embrasil, beneficiada com o novo contrato. Segundo a diretoria da empresa, Nazário não teve interferência no caso, já que assumiu o sindicato apenas em fevereiro deste ano, portanto após o pedido de liminar ter sido protocolado. Na época, Nazário era vice-presidente da entidade.

Sanepar teria disparado o “BetoGate”, num contrato sem licitação de 23 milhões de reais com empresas de segurança?

A matéria da Gazeta do Povo, pode ser lida clicando aqui.