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Eduardo e Marina lançam chapa para o país retomar crescimento 

“Aliança PSB-REDE-PPS-PPL vai deixar essa gente na oposição”, disse Eduardo em ato com mais de mil pessoas 

Mais de mil pessoas lotaram o Salão Azul do Hotel Nacional, em Brasília, na segunda-feira (14), na grande festa de lançamento das pré-candidaturas de Eduardo Campos à presidência da República e Marina Silva para vice. Lideranças políticas, dirigentes e militantes dos quatro partidos que formam a aliança estavam presentes. Senadores, deputados, governadores e prefeitos do PSB compareceram em peso, além dos presidentes do partido nos 27 estados. Personalidades como o escritor pernambucano Ariano Suassuna e políticos de outras siglas, como os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também marcaram presença.

“Nós, da aliança PSB-REDE-PPS-PPL, vamos deixar essa gente na oposição, começando a construir o Brasil que o povo verdadeiramente quer. É possível, basta a gente acreditar”, afirmou Eduardo em seu pronunciamento. Marina reforçou o compromisso e garantiu que o 5º partido a formar a aliança deve ser o povo brasileiro, “que é esquecido no banco de reservas a cada eleição”. Segundo ela, “os que entram para jogar são sempre os mesmos nas últimas décadas e a população está cansada dessa repetição”. “O que estamos fazendo é abrir espaço para esse 5º partido entrar no jogo, apostando no futuro do Brasil, que tem que começar agora. Pelo Brasil que queremos, Eduardo para presidente da República!”, conclamou a ex-senadora.

O evento foi aberto com o recital do pianista Arthur Moreira Lima, que é filiado ao PSB e, além de tocar o Hino Nacional num arranjo especial para o ato, também executou clássicos de Vila Lobos e Mozart junto com músicas das mais populares de Ernesto Nazareth, Luiz Gonzaga, Billy Blanco e Pixinguinha. Convidado para a mesa de autoridades, Arthur Moreira Lima declarou: “Estou muito honrado e feliz em participar desse momento único e da empolgação que ele desperta”.

Eduardo salientou em seu discurso que é preciso voltar a crescer. “Tirar o país da estagnação em que se encontra”. “O Brasil perdeu o rumo estratégico. Dizia que ia para um lado e ia para o outro. Foi perdendo seus fundamentos macroeconômicos, na inclusão social. E a gente viu que esse processo nos conduziu ao cabo de três anos a um diagnóstico que é voz corrente: o Brasil parou, o povo perdeu a fé. E nós não podemos deixar o povo brasileiro desanimar da nossa luta”, disse.

Dirigindo-se à Marina, Campos lembrou o processo de rejeição da criação da Rede pela Justiça e salientou que “esse não foi o caminho mais cômodo para trilharmos”. “O compromisso que hoje assumimos, Marina, são compromissos de vida, com a trajetória que temos e a trajetória que faremos juntos. Ao meu lado, você não estará só na campanha, mas estará no governo”. “Esse país é muito maior do que todos os partidos que existem nele. Há um novo pacto político no seio da sociedade. É hora de afirmar a política, mas não a política que está nos levando para trás. É hora de afirmar a política que vai nos levar para frente”, destacou.

“Não podemos continuar crescendo a 1%. Precisamos pensar na fronteira do desenvolvimento, da biotecnologia, da nanotecnologia”, salientou o pré-candidato. “Em 2013, a indústria de transformação brasileira voltou a ter a mesma expressão no PIB (Produto Interno Bruto) de quando Juscelino Kubitschek chegou à Presidência há 50 anos, 13%”, denunciou Eduardo. “Precisamos olhar as políticas sociais para ampliá-las e para torná-las mais efetivas. Uma mãe que recebe Bolsa Família precisa receber outros programas de inclusão. É preciso que o SUS funcione e devemos inserir no programa milhões de brasileiros que não têm acesso”. “Que os programas cheguem às famílias não como um favor, mas como um direito. Temos que acabar com o terrorismo de que aquele ou outro governo vai acabar com o programa. Precisamos fortalecer a educação e a escola integral”, conclamou Eduardo.

“A Eletrobrás foi sucateada. Não vamos permitir que a Eletrobrás seja desmontada como sistema”, prosseguiu Campos. “O país não pode ver uma empresa como a Petrobrás, que valia R$ 458 bilhões, chegar a valer hoje R$ 185 bilhões. Precisamos levar uma palavra de confiança. Nós vamos fazer a diferença na Petrobrás e na área de energia renovável. Vamos discutir novos investimentos. A nossa disposição é de ouvir a sociedade, falar a verdade ao povo. Tem muita gente escondendo a verdade. Tem muita gente colocando para debaixo do tapete um bocado de problema. Só com a verdade se constrói a boa edificação”, afirmou Eduardo Campos, muito aplaudido pelas lideranças presentes ao ato. “Mais do que um gerente, o Brasil quer uma liderança”, completou.

Em seu discurso, Marina chegou a comparar a união dos dois como sendo o casamento entre a tapioca e o açaí. “Quando fizemos esta aliança, este casamento da tapioca com o açaí, não queríamos apenas dividir o palanque, queríamos dividir o legado e a perspectiva de um Brasil melhor”, declarou a ex-senadora.

No ato foi lido também um documento intitulado “Princípios da campanha eleitoral de Eduardo e Marina à Presidência”. Ainda discursaram em apoio à nova chapa a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), ex-prefeita de São Paulo, o escritor Ariano Suassuna, que é presidente de honra do PSB. Discursaram ainda o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Roberto Freire (PPS) e Miguel Manso, secretário de Organização do PPL (veja matérias nesta página).

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