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O PLAYBOY RICHA PODE FICAR FORA DO SEGUNDO TURNO

É uma das hipóteses de Celso Nascimento, colunista da Gazeta do Povo. Em Curitiba, na última eleição para prefeito o seu pupilo Luciano Ducci já experimentou coisa semelhante. Isso significa uma mudança de comportamento eleitoral. Pois, como sempre vaticinou Anibal Curi nos velhos tempos “o governo já parte de 30 por cento”. Pode ser que parta, mas não sustenta. (CF)

 

Olho vivo

Previsões 1

Engana-se quem pensar que a eleição para governador do Paraná só se decidirá em outubro. Não, ela será decidida no dia 20 de junho, data fixada no calendário para a realização da convenção que definirá o rumo que o PMDB tomará. São basicamente três as opções que serão colocadas em votação pelos 598 convencionais – ou cerca de 520, se consideradas as margens tradicionais de abstenção e ausências.

Previsões 2

A primeira entre duas alternativas a ser adotada é: o PMDB deve ter candidato próprio a governador ou é preferível apoiar a reeleição de Beto Richa? Se vencer a primeira opção, que candidato lançar entre os dois pretendentes? Requião ou Pessuti? A terceira opção, que exclui as anteriores, é a defendida pelos deputados estaduais – firmar aliança com Beto Richa e nela “pendurar” os candidatos à eleição proporcional.

Previsões 3

Um experiente deputado estadual faz as contas: a aliança com Richa vai ganhar por uma diferença de pelo menos 100 votos. Mesmo porque, acredita ele, no frigir dos ovos Pessuti vai recomendar aos seus aliados que sigam este mesmo caminho. Por uma simples razão: o grupo pessutista não admite ver Requião no palanque.

Previsões 4

Dos 13 deputados do PMDB, 10 já estariam comprometidos com Richa. Eles veem esta decisão com os mesmos olhos de um náufrago diante da tábua de salvação. É a chance de salvarem os próprios mandatos. Com Requião ou Pessuti, a bancada peemedebista – calcula o parlamentar – certamente seria reduzida pelo menos à metade. Se as previsões estiverem corretas, há mais uma considerada certeira: o candidato a vice de Richa será o deputado Caíto Quintana. Para o Senado, as coisas se complicam um pouco: como o PMDB do Paraná apoiará a chapa Dilma-Temer, não há como fazer campanha em favor da reeleição do senador Alvaro Dias – crítico de Dilma e do PT. Por isso, cresce a tendência de lançar um candidato “avulso” ao Senado para fazer frente a Alvaro. O escolhido poderá ser o ex-deputado Marcelo Almeida, que já se coloca como candidato na suposta chapa de Requião. E se Requião não for candidato?

Previsões 5

Por fim, a última previsão: se a opção vencedora no PMDB for mesmo a aliança com Beto Richa, ele terá apenas um adversário de peso – a senadora Gleisi Hoffmann, do PT. Neste caso o pleito se decidirá no primeiro turno. Se der Requião, fatalmente haverá segundo turno, com a possibilidade de ser disputado entre Gleisi e Requião, isto é, com Beto fora do páreo.

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