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DILMA É DE DIREITA, DIZ EDUARDO CAMPOS

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HORA DO POVO

 

Eduardo: ‘governo Dilma é juros para cima e baixo crescimento’

“Governo Dilma não é de esquerda”, afirmou, em entrevista no Roda Viva da TV Cultura 

O pré-candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, afirmou na segunda-feira (26), durante entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, que tem, junto com Marina, um forte compromisso com a retomada do desenvolvimento econômico. “A retomada do desenvolvimento do país”, disse, “é um compromisso histórico da esquerda”. Eduardo acrescentou que a agenda do governo Dilma não contempla as bandeiras históricas do movimento progressista. “Eu às vezes até falo para as pessoas que o governo de Dilma não é um governo de esquerda, por mais que queiram dizer que é”, afirmou.

“A esquerda historicamente sempre defendeu o desenvolvimento. E o governo Dilma parou o Brasil. É o mais baixo crescimento dos últimos tempos”, criticou Eduardo Campos. “Ela [a esquerda] historicamente defendeu a industrialização, e a indústria brasileira vive o seu mais duro período”, acrescentou. “Historicamente”, prosseguiu Campos, [a esquerda] “sempre defendeu soberania nacional e nós estamos cada dia mais vulneráveis dependendo da poupança externa com déficit na balança de pagamento”. “Historicamente ela defendeu também a reforma agrária e hoje vemos os piores resultados da reforma agrária de todos os tempos”, disse o ex-governador.

Eduardo criticou ainda a falta de democracia que vem imperando atualmente no governo Dilma. Ele lembrou mais uma vez que governos progressistas historicamente sempre defenderam diálogo, participação da sociedade nos debates e nas definições das políticas públicas, mas que, no governo Dilma, “o movimento social vive reclamando do baixo diálogo”. Reforçando essa visão, as principais centrais sindicais do país foram às ruas recentemente exigir que suas reivindicações fossem atendidas pelo governo. Até hoje aguardam uma audiência, e não tiveram suas reivindicações atendidas.

Questionado pelo apresentador do programa se em seu governo haveria um incremento das privatizações, Eduardo Campos foi taxativo: “Não acho que é questão de privatização”, respondeu. “Não tenho preconceito contra privatização. Mas não vejo nada no Brasil para ser privatizado”, acrescentou. “Nenhuma estatal passará no nosso governo por um processo de privatização. Não enxergo na estrutura do Estado o que privatizar”, garantiu Campos.

O pré-candidato disse que esperava que a presidenta Dilma corrigisse alguns erros do governo Lula e trabalhasse para avançar nas conquistas e melhorar o país, “mas, infelizmente”, disse ele, “a presidente não fez isso. Ela perdeu o rumo”. “O Brasil entrou num baixo crescimento, juros para cima, inflação voltando”. “Quem era a mãe do PAC e das obras começou a ser a madrinha da inflação, a madrinha do baixo crescimento, a madrinha da desestruturação do setor elétrico, a madrinha do que está acontecendo na Petrobrás”, completou Campos.

Campos ressaltou que “há no Brasil um forte sentimento de mudança política que foi provocado pela decepção com o governo Dilma”. “Nós somos o novo na política que a população brasileira está procurando e vamos nos encontrar durante a campanha eleitoral”, disse. “Numa eleição de final de ciclo, como esta, os grandes esquemas muitas vezes até atrapalham”, avaliou o pré-candidato quando foi questionado sobre a influência eleitoral do seu partido, o peso das suas alianças e sua colocação nas pesquisas. “Quando fui candidato a governador eu tinha 4% das intenções de voto no início e acabei ganhando a eleição”, lembrou. “Depois fui reeleito com 83% dos votos dos pernambucanos”, acrescentou.

Ele indagou ainda sobre “o que é ser progressista hoje?”. E, dirigindo-se aos entrevistadores, respondeu que ser progressista “é botar o país de volta no crescimento econômico, combater a corrupção, deixar a população participar da administração e ter um governo inovador para prestar à sociedade brasileira o serviço público que a população está pagando e não tem”.

“O Brasil vinha melhorando e parou de melhorar”, salientou o líder do PSB, acrescentando que “com Lula o Brasil cresceu a sua economia”. “O fato é que o Brasil nos últimos três anos teve uma expectativa enorme de que o governo Dilma pudesse corrigir as falhas do governo do presidente Lula, preservando os avanços que ocorreram”. “De fato”, prosseguiu Eduardo, “ela não fez isso”. “Ela teve oportunidade com a eleição. Teve uma segunda oportunidade depois das manifestações [junho de 2013], mas não fez o que se esperava dela”. “Dilma estimulou a velha política e o Brasil passou a crescer pouco, a inflação a voltar, os juros a afetar a nossa economia e a renda das famílias endividadas brasileiras”, denunciou.

Campos contou que saiu do governo quando a política de Dilma começou a levar o país à estagnação. Ele disse que alertou para os erros da política econômica e que, apesar dos avanços na agenda social obtidas durante o governo Lula, “essas conquistas podem estar ameaçadas” pela política pró especulação do governo Dilma. “Precisamos retomar o desenvolvimento econômico, baixar os juros, melhorar a produtividade”, conclamou. “Não se faz isso sem renovar a política brasileira”, salientou o ex-governador.

Ele fez questão de condenar a política do medo das mudanças, lançada recentemente pelo PT. “Já há muito medo na população. Medo da inflação, dos juros altos, dos agiotas”. “Não precisa acrescentar mais o medo no futuro de mudanças. Até porque, lembrou Eduardo, “essa linha política costuma levar quase sempre à derrota eleitoral a quem a usa”. “Eu e a Marina Silva somos a garantia, principalmente para os mais pobres do Brasil, de que as conquistas sociais serão preservadas. Nós temos uma história nessas lutas. Ela no Norte, junto a Chico Mendes e eu no Nordeste com Arraes”, completou Campos.

O presidente do PSB aproveitou para criticar duramente as “picuinhas políticas” que provocam uma eterna briga entre as duas forças adversárias e que acabam dividindo o Brasil. “A contradição entre essas duas forças está superada em nosso país”, disse Campos. “A agenda do futuro exige a união dos brasileiros. Ninguém pode dar conta dessa agenda dividindo o Brasil, mantendo a picuinha na política”, alertou . “O povo está cheio disso. Nós precisamos na verdade é melhorar a situação das cidades brasileiras”. “Virou um caos a vida nas cidades brasileiras”, denunciou o pré-candidato do PSB.

SÉRGIO CRUZ

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