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DILMA MENTIU PARA A UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA

 

 

Dilma entregou Libra e agora diz que não foi eleita para “privatizar as empresas públicas”

A presidenta Dilma disse em discurso no 17º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS), realizado em Brasília, no sábado, que “não fui eleita para colocar o país de joelhos, para acabar com a política industrial do País, para privatizar empresas públicas”.

É verdade. O problema é que ela fez o contrário do que disse que ia fazer – portanto, fez o contrário daquilo para o qual foi eleita. Falar uma coisa e fazer outra parece ter-se tornado uma especialidade da presidenta – ou talvez um vício.

Falemos francamente: se dependesse dela, sempre a pregar – mais do que com palavras, com atos – a superioridade do que é estrangeiro (mais especificamente: do que é imperialista, de preferência, norte-americano), o país já estaria mais do que de joelhos.

Mas o pior não são os seus pontos de vista, por mais reacionários que sejam – e são alucinadamente reacionários. Há algo pior, pois já é desgraça bastante para alguém ser reacionário – não precisa ser também mentiroso. No caso de Dilma, não se pode confiar no que diz. Por exemplo, disse ela na campanha de 2010:

“… é crime tentar privatizar a Petrobras e ou pré-sal. Fala isso porque há poucos dias o principal assessor do candidato Serra para a área de energia (…) defendeu a privatização do pré-sal. Isso seria um crime contra o Brasil. (…) o Pré-sal é uma riqueza do povo brasileiro, para garantir que a gente combata a pobreza e crie educação de qualidade. Eles defendem a privatização do pré-sal, ou seja, que a exploração do pré-sal seja feita por quem? Pelas empresas privadas internacionais. (…) Defender a privatização do pré-sal significa tirar dinheiro do país“, etc.

Na Presidência, ela privatizou, exatamente, parte do pré-sal, aliás, do maior campo petrolífero do mundo, o campo de Libra, parte dada à Shell e à Total. Da mesma forma, o único plano do seu governo – e ela já foi oferecer o país, pessoalmente, aos bandidos do Goldman Sachs, em Nova Iorque – é a privatização, através de concessões, dos aeroportos, portos, estradas, ferrovias, eletricidade, petróleo e gás (cf. Mantega, na presença de Dilma, em Nova Iorque: “The Brazilian Economy and Investment Opportunities”, p. 3).

Quanto à “política industrial”, o crescimento da produção da indústria, que fora de +10,5% no último ano do presidente Lula, caiu para 0,4% no primeiro ano do governo Dilma (2011), depois ficou negativo, -2,5% no segundo ano do governo Dilma (2012), foi para 1,2% no terceiro ano (2013), com previsão dessa mesma mediocridade em 2014.

Realmente, Dilma tem uma política industrial: a de destruir a indústria nacional e privilegiar as importações e as multinacionais.

Mas o seu principal problema começa, infelizmente, a escorregar para o campo do caráter: o de mentir sem o menor pudor. Como é possível confiar em alguém que faz sempre o contrário do que diz?

 

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