Deixe um comentário

Coligação de Eduardo e Marina inicia caminhada para país voltar a crescer

 

Coligação de Eduardo e Marina inicia caminhada para país voltar a crescer

Coligação Unidos pelo Brasil – PSB, REDE, PPS, PPL, PHS e PRP – oficializa chapa com festa que reuniu mil delegados 

Por aclamação e em clima de muita festa, quase mil delegados dos partidos que integram a Coligação Unidos pelo Brasil (PSB, REDE Sustentabilidade, PPL, PPS, PRP e PHS) formalizaram no sábado (28), em Brasília, o apoio à candidatura de Eduardo Campos (PSB) à presidência da República e da vice Marina Silva.

Eduardo Campos fez críticas à atual política econômica, assumiu um conjunto de compromissos e pediu para ser cobrado ao final de sua gestão, daqui a quatro anos. “Vamos enfrentrar o atoleiro em que se meteu a nossa economia. Nós vamos devolver o Brasil para os brasileiros.

O Brasil tem jeito e quem vai dar jeito no Brasil é o povo”, disse o candidato. “Vamos retomar o desenvolvimento sustentado do Brasil”, garantiu Eduardo, muito aplaudido pelos convencionais de todo o Brasil.

Dirigentes, delegados, militantes e simpatizantes vieram das mais diversas regiões do país. “Eu e Eduardo temos a alegria de fazer esse encontro na mesma data em que completamos nove meses de aliança”, disse Marina Silva, candidata a vice-presidente. “É exatamente como uma gestação e hoje podemos dizer: nossa criança nasceu”, acrescentou a ex-senadora. “Nossa aliança caminhará orientada pela carta dos brasileiros, que querem a mudança”, disse Marina. A vice voltou a defender a mudança do atual modelo econômico “predatório” para um sistema sustentável de desenvolvimento.

Em um discurso contundente, Eduardo disse que sua missão será “governar o Brasil ao lado do sonho do povo brasileiro”. “O sonho de construir um país mais fraterno e mais equilibrado”. “Sempre que o país precisou mudar, e mudar para melhor, deu oportunidade para as políticas renovadoras. As forças que se revezam no poder há 20 anos tentam convencer o povo de que agora vão fazer diferente. Mas todos nós sabemos que eles já perderam a energia renovadora pois se deixaram dominar pelo cerco das velhas elites, que já não dão conta da agenda da sociedade brasileira”, destacou.

“O Brasil que ir adiante. Quer um governo que garanta o desenvolvimento sustentável desse país. O nosso governo vai unir o Brasil. Só unido o Brasil poderá enfrentar os grandes desafios que permanecem sem solução. Rejeitamos a inércia e o conformismo. Colocamos adiante a nossa indignação, mas colocamos sobretudo os nossos sonhos. O sonho de um país mais justo e equilibrado”, prosseguiu Eduardo.

O candidato fez duras críticas à condução da política econômica pelo atual governo. “Basta ver os números de hoje, que consegue combinar baixo crescimento com inflação cronicamente alta e juros no espaço”, denunciou. “Não dá mais para continuar a indústria em queda, as contas públicas fragilizadas. O país não pode permanecer numa situação que nós não merecemos. Principalmente depois de tanto esforço de todos os brasileiros. Vamos inverter essa equação perversa. Vamos retomar o crescimento sustentado da economia brasileira. Vamos botar a inflação para baixo e o crescimento para cima”, prometeu. “Vamos fazer isso retomando a confiança do Brasil no Brasil”, disse Campos, sob intensos aplausos dos delegados.

Em coro, a plateia cantava animada: “Coragem pra mudar o Brasil! Com Eduardo e Marina!” e “Brasil, pra frente! Eduardo Presidente!”. Com as bandeiras dos partidos tremulando no plenário, Eduardo Campos seguiu empolgando os convencionais e militantes que lotaram o plenário do Centro de Convenções, em Brasília. “Que este país se encontre com seu destino de ser uma grande pátria para seu povo”, conclamou Eduardo. “Vamos buscar o desenvolvimento sustentável. Vamos cuidar das políticas sociais que devolvam a qualidade de vida que a sociedade está perdendo no campo e na cidade”, prometeu o ex-governdor de Pernambuco. “Só unido o Brasil terá a força para acabar com o apartheid da educação”, prosseguiu. O candidato prometeu que “no nosso governo todas as crianças e jovens terão vaga numa boa escola pública em período integral”. “Nós temos em Pernambuco mais escolas em tempo integral do que São Paulo, Rio e Minas juntos. Vamos fazer no Brasil o que fizemos em nosso estado”, garantiu.

“Quem quer andar rumo a um Brasil mais justo não pode ficar olhando para trás. Não pode achar que a eleição, daqui a quatro meses, será uma disputa do passado com o passado. As conquistas do passado serão garantidas no nosso governo. Vamos acabar com essa política do medo, de difamação, que se arrasta pelo Brasil a fora, de que em nosso governo vamos acabar com o Bolsa Família. No nosso governo nós vamos acabar é com a corrupção”, garantiu. “Nosso governo vai manter o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Programa Universidade para Todos (ProUni), além da estabilidade econômica. As conquistas do passado serão garantidas no nosso governo”, ressaltou.

O candidato do PSB defendeu também a reforma tributária e disse que vai “colocar a carga tributária numa descendente”. “Nessa reforma tributária vamos salvar os municípios brasileiros que estão de joelhos, mendigando, em Brasília, favores e migalhas”, afirmou Eduardo.

Discursaram também os presidentes dos demais partidos que compõem a coligação, com destaque para o presidente do PPL, Sérgio Rubens Torres (ver na página 8), que alertou os presentes para o fato do país estar com sua economia sendo destruída pelo atual governo. “País que não cresce, não resolve os problemas de seu povo”, afirmou Sérgio Rubens. Já Roberto Freire, presidente PPS, disse que a disputa eleitoral deste ano vai exigir mais dos candidatos e que os partidos que integram a chapa “Unidos pelo Brasil” precisam consolidar um programa que reflita a mudança proposta pela junção das legendas. Falaram também os presidenrtes do PHS e do PRP. Após a convenção, as delegações se mantiveram em frente aos telões para assistirem ao vitorioso jogo do Brasil com a seleção do Chile.

SÉRGIO CRUZ

Presidente Nacional do PPL na convenção que homologou Eduardo Campos e Marina candidatos

Sérgio Rubens: “Enfrentamos dois representantes do mesmo projeto”

O ato político mais importante do último fim de semana – praticamente o limite para a definição das candidaturas para a eleição de outubro – foi a Convenção do PSB-Rede-PPL-PPS-PHS-PRP, que fundou a coligação “Unidos Pelo Brasil”, lançando Eduardo Campos e Marina Silva para presidente e vice-presidente da República. Na página 3 desta edição, os leitores poderão ler a nossa cobertura desse evento histórico.

A originalidade dessa Convenção em relação a outros acontecimentos do mesmo fim de semana está na possibilidade, que abriu, de termos um novo processo de mudanças em nosso país.

Está claro – nem mais nem menos – que o país está cansado da repetição (com o interregno do que houve de melhor no governo Lula) da mesma coisa. Desde a derrubada da ditadura – mais exatamente, desde a desastrosa gestão Maílson da Nóbrega na Fazenda e do desgoverno Collor – que as forças retrógradas, os subservientes a um imperialismo decadente, neoliberais e degenerados da mesma cepa, tentam colocar o país em um leito de Procusto infimamente menor que o tamanho, os recursos, a inteligência e as potencialidades do Brasil. Tal como o bandido da mitologia grega, querem cortar as nossas pernas e nossa cabeça para que caibamos nos mesquinhos limites da dependência neo-colonial.

Porém, o país não suporta mais a continuação desse infame estado de coisas: esta é a razão pela qual espalha-se pelo país, tão tremendamente, a rejeição tanto a Dilma quanto a Aécio.

Da Convenção de sábado, pela importância das questões colocadas – e pelo sintético estilo que mais impacto ainda conferiu ao seu conteúdo – publicamos, nesta página, o discurso do presidente do Partido Pátria Livre (PPL), Sérgio Rubens de Araújo Torres.

Perto está o dia em que Teseu, o herói da Ática, nos livrará dos Procustos de arrabalde – e de seus donos, em outros países. Mas, nesse caso, Teseu somos todos nós – o povo brasileiro.

C.L.

SÉRGIO RUBENS DE ARAÚJO TORRES

Quero iniciar trazendo o abraço caloroso do Partido Pátria Livre a todos os companheiros presentes, aos representantes dos partidos políticos que integram essa frente, aos nossos candidatos Eduardo e Marina que com rara abnegação e competência vêm reacendendo a esperança do povo brasileiro em trilhar o caminho do desenvolvimento econômico e da justiça social.

Meus amigos e minhas amigas,

Os companheiros Eduardo Campos e Marina Silva têm afirmado que vamos governar o Brasil com o melhor do PT, do PSDB e de muitos outros partidos.

Nós estamos de acordo – em gênero, número e grau.

Mas para vencermos as eleições não podemos esquecer, e eles não esquecem, que vamos ter que derrotar o que existe de pior no PT e no PSDB. E o pior do PT e do PSDB, condensados nas figuras de Dilma e de Aécio, não reside hoje principalmente nas suas diferenças, mas naquilo que eles têm de comum: uma política econômica que dá tudo aos bancos e monopólios internacionais e não deixa o menor espaço para o crescimento do país.

Vamos ter claro, meus amigos, país que não cresce é como time que não ganha. País que não cresce não pode melhorar a vida do seu povo, não pode melhorar os serviços públicos nem a distribuição da renda. País que não cresce caminha na contra mão da história, porque a história dos homens, ao cabo e ao final, é a luta para melhorar suas condições de vida através do incremento da produção.

A política de juros altos, os maiores do mundo, câmbio favorável às importações, cortes no investimento público, desnacionalização da economia, privatização, desindustrialização e arrocho salarial pode ser muito boa para os monopólios internacionais e para quem vive de renda. Mas é uma desgraça para quem trabalha e produz.

Por causa dela, o governo FHC fez o crescimento do Brasil recuar para o patamar de 2% ao ano, e Dilma não vai chegar nem a isso com o seu pibinho.

Não adianta tentar esconder esse retumbante fracasso atrás dos avanços do governo Lula, porque os acertos do ex-presidente não se deveram à adesão a essa política econômica desnaturada, mas à resistência contra ela. Resistência parcial, diga-se de passagem, mas suficiente, naquele momento, para não entregar o ouro todo aos bandidos. E o povo já sentiu na própria carne a diferença entre os anos de Lula e os de Dilma, e sabe o que isso significa: menos empregos, menos salários, menos ensino público, menos mobilidade urbana, menos saúde pública, menos reforma agrária, aposentadorias mais esquálidas, menos proteção ambiental, menos investimentos, mais juros, mais remessa de lucros para o exterior e menos vergonha de prometer o que se sabe de antemão que não será cumprido.

Companheiros Eduardo Campos e Marina Silva,

Nessas eleições nós estamos enfrentado dois representantes de um mesmo projeto que prioriza os interesses dos monopólios externos em controlar áreas chave da economia brasileira para ampliar a transferência de recursos às suas matrizes. Esses monopólios mergulharam as economias dos Estados Unidos, Europa e Japão numa crise profunda, mas ainda continuam de pé, sequiosos por sugar a energia vital daqueles que por tibieza ou insuficiente patriotismo não souberem se defender.

A batalha eleitoral está apenas começando, mas temos plena convicção de que a situação está madura para que as suas candidaturas a presidente e vice, ancoradas numa trajetória de lutas corajosa e coerente, catalisem o sentimento de mudança que brota em cada esquina e conduzam o nosso povo a uma nova era.

Vamos à vitória!

Viva Eduardo!

Viva Marina!

Viva o povo brasileiro!

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: