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Juca Kfouri sugere que brasileiro fique de olho em possível vingança da Fifa por causa de ação policial

Juca Kfouri sugere que brasileiro fique de olho em possível vingança da Fifa por causa de ação policial

publicado em 7 de julho de 2014 às 22:09

máfia dos ingressos 1

Raymond Whelan, diretor da Match, o braço da Fifa para venda de ingressos

07/07/2014 16:52

por Juca Kfouri, em seu blog

A prisão no Copacabana Palace de Raymond Whelan, diretor da Match, o braço da Fifa para venda de ingressos, é mais um dos gols que a polícia brasileira faz nesta velha prática da transnacional do futebol e um legado inestimável nesta Copa brasileira.

Se já não bastassem todos os escândalos recentes que mancharam indelevelmente a imagem da Fifa, a implosão de seu esquema de câmbio negro — que, posso afirmar sem nenhuma dúvida, funciona, no mínimo, desde 1998, na França, com ramificações, inclusive, nos “terceirizados” da CBF, que funcionam da mesma maneira –, fere definitivamente a instituição.

Whelan, que tem fortes relações com a cúpula do COL, certamente é apenas mais um testa de ferro dos poderosos e quanto mais fundo a polícia for mais gente graduada encontrará.

Não nos esqueçamos que um sobrinho de Joseph Blatter está ligado, de uma forma ou de outra, à Match.

Se a Fifa se vingará em campo do Brasil com seus apitadores dissimulados e seus apitos amestrados é algo que deveremos observar atentamente já a partir de amanhã.

Como será interessante observar se a rede montada pelo cartola brasileiro docemente exilado pelo mundo afora também será desbaratada.

Aí, será uma goleada, a revanche justa para tantos “pontapés no traseiro brasileiro”.

Importante: a Match estava em contato com o Rio-16 para o projeto de hospitalidade da Olimpíada.

Uma das empresas investigadas pela polícia, a Jet Set Sports, parceira da Match, é também parceira da Tamoyo Turismo, há muitos anos “a agência do olimpismo brasileiro”.

No Pan-2007, no Rio, ainda sob o nome de Byron, não Match como a empresa passou a ser chamada, essa mesma turma prestou seus serviços de hospitalidade.

PS do Viomundo: No meu, Azenha, primeiro contato pessoal com o jornalista britânico Andrew Jennings, quando ainda iniciava a investigação que resultou no livro O Lado Sujo do Futebol com três colegas, a definição dele da Fifa como “máfia” me pareceu um exercício retórico. Quase três anos depois, com tudo o que li, ouvi e investiguei a respeito, acho até que Jennings pegou leve.

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