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Governo do DF estuda privatizar o estádio Mané Garrincha

 

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

14/07/2014  02h00 FOLHA DE SÃO PAULO

Depois de investir mais de R$ 1,4 bilhão do próprio caixa para levantar o estádio Mané Garrincha, o governo do Distrito Federal estuda privatizar a arena mais cara da Copa do Mundo de 2014.

A discussão sobre a privatização está avançada no governo e será retomada agora, com o fim do Mundial.

“Serão levados adiante os estudos para a realização de uma licitação internacional destinada a transferir a administração do estádio”, diz o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

  Joel Rodrigues/Folhapress  
Torcidas chegam ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, para o jogo entre Bélgica e Argentina
Torcidas chegam ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, para o jogo entre Bélgica e Argentina

Criticado pela oposição devido ao custo do estádio, o petista é otimista. “É importante destacar, também, que o Mané Garrincha vem sendo considerado o melhor estádio da Copa”, afirma.

O antigo Mané recebeu, em 36 anos de história, um público total de 340 mil pessoas.

O novo estádio já recebeu mais de 1 milhão de espectadores desde a reinauguração, em maio de 2013, e gerou arrecadação de R$ 3,2 milhões, enquanto as despesas com energia e água somaram cerca de R$ 1,5 milhão.

Como o pós-Copa coincide com a eleição, a licitação depende do impacto político e de quem vencer o pleito.

PRIVATIZAÇÃO

Segundo o secretário da Copa no DF, Cláudio Monteiro, a discussão sobre privatizar o Mané começou ainda com o estádio em construção, e diversos empresários se mostraram interessados.

Ele critica os que têm “má vontade” e diz que a Copa valorizou o Mané Garrincha.

O secretário também disse à Folha que os pedidos para fazer eventos na arena superam as datas disponíveis.

Já estão previstos seis jogos do Campeonato Brasileiro, um campeonato internacional de futebol feminino, dois shows com capacidade para lotar o estádio e um evento ligado a uma franquia americana de desenhos.

“Tem quem seja ‘daltônico’, que troca o dourado pelo branco, e é esse quem acha que o estádio é um ‘elefante branco'”, afirma Monteiro.

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