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Eduardo: ‘Dilma fez o país ter a maior taxa de juros do planeta’

“A presidenta não cumpriu suas promessas”, disse o candidato da Coligação Unidos pelo Brasil. Ele se comprometeu a tirar o setor sucroalcooleiro da crise 

O candidato da Coligação Unidos pelo Brasil (PSB, REDE, PPL,
PPS, PHS, PRP e PSL), Eduardo Campos, disse na terça-feira (22), durante visita à Araçatuba, interior de São Paulo, que com o governo Dilma “o Brasil parou de melhorar e começou a piorar em muitos aspectos”. “O Brasil elegeu a presidenta Dilma para que ela pudesse preservar o que estava certo e corrigir o que estava errado. E a presidenta Dilma não cumpriu essa tarefa. Ela não conseguiu fazer, ou ela não soube fazer, ou ela não teve a capacidade gerencial e política para fazer aquilo que ela falava que ia fazer”, afirmou. “Ela disse que ia combater a inflação, mas nem isso ela fez. Ela não controla nem os juros. O Brasil hoje tem a maior taxa de juros do planeta”, denunciou Eduardo.

“A presidenta Dilma não cumpriu suas promessas. A gente hoje está com a economia do Brasil vivendo praticamente uma recessão.O país está parado. O Brasil, nestes quatro anos, está com o menor crescimento da história da República, desde Deodoro da Fonseca que foi o primeiro presidente da República brasileira”, completou, sob intensos aplausos.

Ele foi muito aplaudido também quando assumiu o compromisso de resgatar o setor sucroalcooleiro da crise em que se encontra, fruto dos “erros cometidos pelo governo Dilma”. “A política econômica feita por ela para os preços dos combustíveis e da gasolina matou o setor de cana-de-açúcar e produção de álcool do Brasil”, denunciou. As dificuldades das empresas do setor estão levando ao fechamento de várias usinas produtoras de ácool e, inclusive, à desnacionalização de muitas delas, que, em dificuldades, são adquiridas por grupos monopolistas estrangeiros.

“O governo anterior, do presidente Lula fez muita reunião com a Copersucar, com a Unica, com as confederações de fornecedores. Ele disse ‘vamos tomar dinheiro emprestado para abrir novas usinas, plantar mais propriedades’ e o resultado foi que muitos lugares aqui, que antes tinham bois, viraram canaviais. Eles todos ficaram muito animados, fizeram financiamento, e o que aconteceu aqui quando Dilma chegou? Ela praticou um preço do álcool colado no da gasolina. Quem vai no posto não acha que é negócio botar álcool se o preço entre os dois não tiver uma diferença de 30%. O que aconteceu? Aquela cana que ia produzir álcool deixou de produzir álcool porque não estava vendendo e foi produzir açúcar. O Brasil é o maior produtor de açúcar do mundo, na hora que fez mais açúcar, o preço do açúcar caiu. Aí houve outra perda do setor. Perdeu no álcool e perdeu no açúcar”, denunciou Eduardo Campos.

“O conjunto desses erros, entre tantos outros, está fazendo com que muitos empregos desapareçam no campo e na cidade. No campo dos fornecedores, das usinas, mas também nas indústrias e nas indústrias que fornecem equipamentos para as indústrias”, acrescentou o candidato. “Basta ir em Sertaõzinho basta ir nas oficinas aqui mesmo em Araçatuba. Na hora que diminui o movimento nas oficinas, nas empresas de reparo, quem primeiro paga a conta é o assalariado que perde o posto de trabalho”, prosseguiu. “Com isso o movimento do comércio cai. Essa situação é aqui e em mais 160 municípios do Estado de São Paulo, que dependem em primeiro lugar da atividade sucroalcooleira”, disse Eduardo.

Ele assumiu um compromisso de mudar essa política do atual governo. “Eu quero assumir um compromisso com essa região. Nós vamos resgatar o setor sucroalcooleiro dessa crise. É um compromisso que quero assumir com as pessoas, mas é também um compromisso de vida da nossa vice, a Marina Silva. Um compromisso dela com o meio ambiente, com a natureza, com a vida, com a saúde, porque todo mundo sabe que o combustível renovável é muito mais limpo. Ele ajuda a melhorar a saúde das grandes cidades”, destacou Eduardo Campos, lembrando que “há hoje um grande desejo de mudança na sociedade brasileira”.

Outro compromisso que Eduardo fez questão de assumir foi com a educação em tempo integral e o passe livre para os estudantes. Ele disse que cobram dele de onde ele vai tirar os recursos para atender a esses reclamos da sociedade. “Eles cobram quando se fala em atender o povo”, disse Eduardo, “mas na época de Fernando Henrique Cardoso, com o Proer, teve dinheiro para sanear os bancos do Brasil. Agora, no governo Dilma, o governo precisou assistir as empresas do setor elétrico, arrumou 20 bilhões na hora para passar para as empresas do setor energético, e ninguém falou nada. Quando se subsidia com R$ 50 bilhões os juros cobrados de grandes empresas, também não se cobra, mas para a educação, a saúde e a segurança faltam recursos”, disse. “Essa será a nossa prioridade. Esse será o jeito novo de governar, com novas prioridades”, garantiu o candidato. “O governo federal fica com 60% do recursos arrecadados no país e não investe o que deveria em saúde, educação e segurança pública”, completou Eduardo.

SÉRGIO CRUZ

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