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Lorotas de Beto irritam colombenses

 

Era uma reunião para os funcionários comissionados da Prefeitura de Colombo. Todos foram “intimados” a comparecer  e a levar pelo menos mais um acompanhante ao Restaurante Bom Sabor, na Rodovia da Uva. Só assim, para dar quórum no evento em que a “estrela” era o governador Beto Richa.

Servidores comissionados de Colombo ouvem o governaodor Beto Richa falar das obras federais no município.

Organizado pela prefeita Beti Pavin (PSDB), a reunião foi marcada pela desorganização e pela falta de espaço no local. O pretexto do encontro: a largada da campanha à reeleição do governador na Região Metropolitana.

Pior que a desorganização e a participação obrigatória dos comissionados, foi o discurso confuso e cheio de lorotas que Richa fez. “Pagamos todos os nossos pecados ouvindo aquilo”, contou um comissionado, revoltado.

Demagogo, Beto disse que “Colombo é uma cidade especial e que tem um carinho enorme pelos seus moradores”.

– Por isso. – disse – vou continuar a parceria com essa cidade maravilhosa.

E aí, mal assessorado e despreparado,  meteu os pés pelas mãos. Citou várias obras que o seu governo fez ou faz no município.

Primeiro, cheio de autoridade, revelou que o Colombo ganhou, do seu governo, milhares de casas populares.  Só não disse que as casas foram feitas pelo governo federal por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, e que essa obra, com mais de mil e quatrocentas residências,  foi inaugurada pela sua principal adversária, Gleisi Hoffamann, quando era  ministra-chefe da Casa Civil.

Depois, discursou sobre o esforço do governo dele para  “modernizar” a Rua da Pedreira. Mas,  num momento de bobeira, esqueceu de dizer que esta obra também era do governo federal, e fazia parte do projeto chamado “PAC da Copa”. Então, encheu a boca, esperou pelos aplausos que não vieram, e falou da duplicação  da Rodovia da Uva. Como ele tem lapso de memória constante, distraiu-se e não disse que a obra toda foi autorizada e viabilizada pelo seu antecessor, Roberto Requião. E que ele fez um enorme favor ao município, não pagando a empreiteira e por isso a obra está parada.

Terminada a lenga-lenga toda, não houve vaias, muito menos aplausos. Restou a uma constrangida prefeita Beti Pavin – que já foi Requião até debaixo d’água –   agradecer ao governador “por ter escolhido Colombo para o ponta pé inicial de sua campanha de retorno ao Palácio Iguaçu”.

Agradecida, disse que foi Richa quem estendeu a mão para ela quando enfrentava  (e enfrenta ainda)  dificuldades em sua caminhada para administrar Colombo. A prefeita é acionada em várias ações pelo Ministério Público por uso irregular do dinheiro público. São ações contra o nepotismo, desvio de recursos e o caso mais famoso,  manchete  inclusive no Jornal Nacional, foi o pagamento irregular e criminoso por milhares de pares de tênis nunca entregues à prefeitura.

É… Pelo jeito é este o tipo de prefeito que o governador quer ao lado dele.

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