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Ingrato, Beto abandona Flávio Arns

 

Nem uma ligação. Nem uma satisfação. Muito menos um “muito obrigado”. Flávio Arns, o vice que ajudou Beto Richa a se eleger governador em 2010,  foi escanteado, esquecido, abandonado. Por causa de tanta ingratidão, este homem de fala mansa, gestos cordiais e profunda visão social, está doente. Flávio Arns enfrenta, deprimido, todo o desgosto causado por aqueles a quem confiou seu futuro político.

As divergências entre o governador e o vice tiveram início junto com a atual gestão. Os assessores mais próximos de Richa, sabe-se lá porque, despejaram sobre Flávio Arns uma penca de adjetivos negativos: “marcha-lenta”, “incompetente”, “desastrado”, “atrasado” e outros mais.

BETO RICHA posse11

Sem jamais ter tomado as rédeas do governo, Richa deixou a coisa seguir e nunca mostrou qualquer gesto de lealdade para com o companheiro de chapa. Ao contrário: ajudou a detoná-lo. Flávio Arns, além de vice, era o secretário da Educação. De tão esvaziado que foi, o nome de Arns foi maquiavelicamente apagado dos “releases” que o governo distribuía para os jornalistas.

O antagonismo entre Beto Richa e Flávio Arns tem suas raízes na visão de mundo completamente diferente entre ambos. Arns tem um histórico pessoal e familiar ligado aos interesses sociais, principalmente à defesa das pessoas pobres e das que sofrem. Ele, inclusive, é conhecido por defender os direitos dos portadores de deficiência física e mental, em especial dos autistas.

Já Beto Richa tem carimbado bem no centro do seu currículo  o termo “alienado”. O mundo dele é o dos hotéis de luxo, dos clubes grã-finos, das praias paradisíacas,  dos carrões potentes e das caríssimas motos Harley Davidson.

Na formação intelectual, a distância entre ambos não se mede em quilômetros, mas sim, em anos-luz. Enquanto, Richa formou-se a duras penas em engenharia numa faculdade particular,  Arns é mestre em Letras pela UFPR e  PhD pela Universidade Northwestern, Estados Unidos, em Linguística, tendo como área de concentração linguagem e comportamento.

Logicamente, com tantos antagonismos, esta relação haveria de ser marcada pelo confronto. Ou pelo ciúme e a inveja…

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