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Após privatização, Guarulhos é considerado o pior do país

 

Secretaria de Aviação Civil avaliou 14 aeroportos. Curitiba, administrado pela Infraero, ficou em 1°

Uma pesquisa de satisfação realizada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) que avaliou a qualidade dos serviços nos 14 principais aeroportos brasileiros, entrevistando 15 mil pessoas, comprovou que os aeroportos privatizados pelo governo Dilma tiveram pior desempenho após a privatização, através de concessão, do que quando eram administrados pela estatal Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, privatizado em 2012, foi o último colocado da lista.

Segundo o Relatório de Desempenho Operacional dos Aeroportos, os cinco melhores aeroportos brasileiros apontados pelos usuários são administrados pela Infraero, desses, o 1º e 2º lugar (Aeroporto Internacional de Curitiba – Afonso Pena e Aeroporto do Rio de Janeiro – Santos Dumont) mantiveram a posição de 2013 para 2014. Além disso, seis dos nove campos de aviação com administração pública subiram no ranking.

Já dos cinco aeroportos privatizados pelo governo Dilma, 60% pioraram seu desempenho, o que desmente o discurso apresentado pelo governo ao defender as privatizações, de que com a concessão à iniciativa privada, os serviços melhorariam.

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, principal aeroporto do país, também conhecido como Cumbica – entregue para o capital internacional em 2012, através do consórcio Grupar, que engloba o Grupo Invepar e a ACSA (AirportsCompany South Africa), ficou em último lugar na pesquisa. Em uma escala que vai de um a cinco, Cumbica obteve 3,09 pontos. Pela regra do contrato de concessão, a estatal Infraero, participa do consórcio do aeroporto com 49%, enquanto a iniciativa privada fica com os outros 51%.

Desde que a “eficiente gestão privada” assumiu os aeroportos, começaram a aparecer os resultados. Em 2013, uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 111 operários nas obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), que estavam submetidos a situações análogas a escravidão.

A concessionária terceirizou os serviços contratando a empreiteira OAS, que foi autuada pelo MTE. No entanto, a GRU Airport foi incluída na ação cautelar.

Confins, assim como Guarulhos, caiu de posição, no caso de 3º para o 7º lugar. “Provavelmente, a percepção do passageiro foi influenciada pelas obras e isso o fez cair de posição”, explicou o secretário executivo da Secretária Nacional de Aviação Civil, Guilherme Ramalho. Concedido à iniciativa privada estrangeira, Viracopos também caiu no conceito dos passageiros. O motivo, acredita Guilherme, é o mesmo de Confins. Segundo ele, quando as obras prontas ficarem prontas, os passageiros melhorarão a avaliação do aeroporto. Não se sabe quando isso acontecerá.

Porém segundo a pesquisa, entre os pontos avaliados estavam a estrutura, o estacionamento, os serviços, o tempo de espera para fazer o check-in e receber as malas. Quem passa pelos terminais disse que se sente inseguro e que falta limpeza. A reclamação foi geral: do atendimento, da falta de conforto, da falta de cadeiras, nada relacionado a obras em andamento conjunto ao funcionamento foi apontado como fator de rejeição pelos usuários.

A estatal Infraero é uma das maiores administradoras de aeroportos de todo o mundo. Os aeroportos já privatizados e os colocados à disposição dos leilões são os mais lucrativos do Brasil. A privatização da época dos tucanos se mostrou um verdadeiro desastre em todos os sentidos. A começar que foram parar em mãos estrangeiras, os financiamentos sendo feitos pelo Estado brasileiro e os lucros sendo remetidos para o exterior, já que a imensa maioria das empresas foi açambarcada por multinacionais. É o que está acontecendo com os aeroportos. Por exemplo o próprio Aeroporto de Guarulhos pela sul-africana ACSA, o aeroporto de Brasília pela Corporación América, da Argentina e o aeroporto de Campinas – Viracopos pela francesa Egis Airport Operation. Nenhuma delas melhor e mais bem conceituada no mundo que a Infraero.

Em contraste a política de privatização dos transportes aéreos (e de todos os outros) de governo federal, está o Aeroporto Internacional de Curitiba – Afonso Pena, administrado integralmente pela Infraero, que ficou em primeiríssimo lugar pelo segundo ano consecutivo, na pesquisa da Secretaria Nacional de Aviação Civil. O Afonso Pena ficou com 4,1 pontos e a nota média dos aeroportos brasileiros ficou em 3,82 pontos.

Na maioria dos aeroportos, o custo do estacionamento, para fazer compras e principalmente para a alimentação são os itens que deixam os passageiros mais insatisfeitos. A pesquisa foi feita no segundo trimestre, em junho.

Os aeroportos analisados foram: 1º- Curitiba – 4,10; 2º – Santos Dumont – 4,07; 3º – Recife – 4,06; 4º- Congonhas – 4,05; 5º- Porto Alegre – 3,99; 6º- Galeão – 3,93 (privatizado); 7º- Confins – 3,93 (privatizado); 8º- Brasília – 3,88 (privatizado); 9º- Fortaleza – 3,85; 10º- Salvador – 3,75; 11º- Manaus – 3,63; 12º- Campinas – 3,49 (privatizado); 13º- Cuiabá – 3,32; 14º- Guarulhos – 3,09 (privatizado).

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